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O meu primo que tem um filho na escola primária foi certo dia com ele visitar a sua mãe, a avó do miúdo.
Algures no meio da visita, o miúdo diz ao pai:
- Pai, quando chegar-mos a casa tenho que continuar o meu projecto que a professora passou para casa.
- Está bem, filho – responde o meu primo, virando-se em seguida para a sua mãe.
- A mãe está a ver: os miúdos hoje em dias já falam em projectos com esta idade. Eu só soube o que era um projecto quando andava no liceu.
Responde a senhora:
- Pois eu meu filho, nem com esta idade sem o que isso é!
De: Júlio Silva - Futebol e Celebridades em 3D
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Este espaço serve para divulgar curtas histórias da vida real, verdadeiras e com algum humor. Nem todas provocam a gargalhada mas espero que todas façam pelo menos sorrir. Este blogue é feito de casos que vivi ou que aconteceram com a minha família, vizinhos ou conhecidos. As piadas ou anedotas são verídicas e para esconder os verdadeiros personagens das histórias, todos eles serão referidos como sendo meus "Primos".
terça-feira, 26 de maio de 2009
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Visitar a avó
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O pai do meu primo Chico pergunta-lhe a um sábado:
- Chico, queres ir com o pai visitar a avó?
Resposta do Chico:
- Não Pai, a avó está vista!
De: Júlio Silva - Futebol e Celebridades em 3D
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O pai do meu primo Chico pergunta-lhe a um sábado:
- Chico, queres ir com o pai visitar a avó?
Resposta do Chico:
- Não Pai, a avó está vista!
De: Júlio Silva - Futebol e Celebridades em 3D
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quinta-feira, 16 de abril de 2009
Qual é a Capital de Espanha
O meu primo gabava-se de saber as capitais de todos os países do mundo. Certo dia, perguntam-lhe qual era a capital de Espanha e o meu primo teve uma “branca”.
- Está mesmo debaixo da língua mas não consigo lembrar-me – reclamava o meu primo.
Assim foram passando os segundos enquanto o meu primo ia visitava mentalmente as cidades mais conhecidas de Espanha a ver se alguma soava como capital.
- Vá lá, dou uma ajuda – disse a pessoa que lhe tinha feito a pergunta – a capital de Espanha começa pela letra “M”.
Ao que o meu primo respondeu:
- Ah já sei: é Marcelona!
De: Júlio Silva - Futebol e Celebridades em 3D
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- Está mesmo debaixo da língua mas não consigo lembrar-me – reclamava o meu primo.
Assim foram passando os segundos enquanto o meu primo ia visitava mentalmente as cidades mais conhecidas de Espanha a ver se alguma soava como capital.
- Vá lá, dou uma ajuda – disse a pessoa que lhe tinha feito a pergunta – a capital de Espanha começa pela letra “M”.
Ao que o meu primo respondeu:
- Ah já sei: é Marcelona!
De: Júlio Silva - Futebol e Celebridades em 3D
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quinta-feira, 2 de abril de 2009
Derramar como um cesto
Esta história passou-se na Ilha Terceira.
Um homem com problemas de audição lavava a pipa à porta da sua adega.
Nisto, passa um seu amigo que, sabendo da doença da sua mulher, lhe faz a pergunta habitual:
- Então como é que está a sua mulher?
O homem que julgou que a pergunta se referia à pipa que estava a lavar, respondeu tristemente:
- Olha, derrama como um cesto!
De: Júlio Silva - Futebol e Celebridades em 3D
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Um homem com problemas de audição lavava a pipa à porta da sua adega.
Nisto, passa um seu amigo que, sabendo da doença da sua mulher, lhe faz a pergunta habitual:
- Então como é que está a sua mulher?
O homem que julgou que a pergunta se referia à pipa que estava a lavar, respondeu tristemente:
- Olha, derrama como um cesto!
De: Júlio Silva - Futebol e Celebridades em 3D
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sexta-feira, 20 de março de 2009
Os bilhetes para o Carnaval no Teatro
Devido à grande apetência do povo citadino pelo Carnaval, o Teatro Central decidiu também abrir as suas portas a este evento. Ao contrário das freguesias onde as entradas são gratuitas, o Teatro Central optou por bilhetes pagos o que gerou alguma polémica visto o Carnaval ser de graça desde sempre nas sociedades recreativas. Porém este facto não impediu que multidões se juntassem junto ao Teatro para comprar bilhetes para os dias do Entrudo.
O sucesso do Carnaval no Teatro Central ia aumentando de ano para ano de tal modo que a multidão já formava fila várias dias antes de abrir a bilheteira passando as noites ao relento sem arredar pé. Para evitar esta violência de passar noites e dias na fila, algumas pessoas com mais posses começaram a pagar a outras para ficarem em vez delas naquela longa espera.
Ainda assim e com o fim de terminar com aquela tortura desumana, algumas pessoas aficionadas do tal Carnaval tiveram a ideia de organizar a fila de modo a evitar passar tantas horas na rua ao frio e chuva. Era mais ou menos assim: cada pessoa que quisesse bilhetes deixava o seu nome e podia ir embora com a condição de estar presente quatro vezes por dia (às 8, às 12, às 18 e às 24 horas) altura em que se fazia a chamada dos nomes inscritos. Se a pessoa não estivesse presente à chamada perdia a sua vez.
Ora num destes anos passados, o patrão do meu primo, pessoa de elevado estatuto social e que gostava muito do Carnaval contratou uma figura típica muito conhecida por ter uns jeitinhos amaricados e fazer trabalhos domésticos em algumas casas nobres da cidade. Esse indivíduo era conhecido pelo nome de “Fresquinho”.
Vai então o “Fresquinho” dar o seu nome para a fila do Teatro a mando do patrão do meu primo comprometendo-se a comparecer nas chamadas seguintes até ao dia da abertura da bilheteira.
Acontece que talvez derivado ao ter apanhado o frio e a chuva da meia-noite ou aos trajes leves com que se exibia, o “Fresquinho” viu-se a braços com uma valente gripe e teve que informar o patrão do meu primo que não podia estar na próxima chamada para a compra dos famosos bilhetes. O nobre senhor, que viu a hora da chamada a aproximar-se, não teve outro remédio do que correr a juntar-se às centenas de pessoas que aguardavam ansiosamente ouvir o seus nomes.
Com o sucessivo gritar de nomes, o patrão do meu primo ficava cada vez mais receoso de não ouvir o seu no meu daquele burburinho todo.
Então a certa altura ouve-se alto e em bom som:
- “Fresquinho”
O nobre senhor, como uma mola, põe-se aos saltos no meio da multidão e grita na direcção da porta do Teatro, provocando uma gargalhada geral:
- Sou eu, sou eu !
De: Júlio Silva - Futebol e Celebridades em 3D
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O sucesso do Carnaval no Teatro Central ia aumentando de ano para ano de tal modo que a multidão já formava fila várias dias antes de abrir a bilheteira passando as noites ao relento sem arredar pé. Para evitar esta violência de passar noites e dias na fila, algumas pessoas com mais posses começaram a pagar a outras para ficarem em vez delas naquela longa espera.
Ainda assim e com o fim de terminar com aquela tortura desumana, algumas pessoas aficionadas do tal Carnaval tiveram a ideia de organizar a fila de modo a evitar passar tantas horas na rua ao frio e chuva. Era mais ou menos assim: cada pessoa que quisesse bilhetes deixava o seu nome e podia ir embora com a condição de estar presente quatro vezes por dia (às 8, às 12, às 18 e às 24 horas) altura em que se fazia a chamada dos nomes inscritos. Se a pessoa não estivesse presente à chamada perdia a sua vez.
Ora num destes anos passados, o patrão do meu primo, pessoa de elevado estatuto social e que gostava muito do Carnaval contratou uma figura típica muito conhecida por ter uns jeitinhos amaricados e fazer trabalhos domésticos em algumas casas nobres da cidade. Esse indivíduo era conhecido pelo nome de “Fresquinho”.
Vai então o “Fresquinho” dar o seu nome para a fila do Teatro a mando do patrão do meu primo comprometendo-se a comparecer nas chamadas seguintes até ao dia da abertura da bilheteira.
Acontece que talvez derivado ao ter apanhado o frio e a chuva da meia-noite ou aos trajes leves com que se exibia, o “Fresquinho” viu-se a braços com uma valente gripe e teve que informar o patrão do meu primo que não podia estar na próxima chamada para a compra dos famosos bilhetes. O nobre senhor, que viu a hora da chamada a aproximar-se, não teve outro remédio do que correr a juntar-se às centenas de pessoas que aguardavam ansiosamente ouvir o seus nomes.
Com o sucessivo gritar de nomes, o patrão do meu primo ficava cada vez mais receoso de não ouvir o seu no meu daquele burburinho todo.
Então a certa altura ouve-se alto e em bom som:
- “Fresquinho”
O nobre senhor, como uma mola, põe-se aos saltos no meio da multidão e grita na direcção da porta do Teatro, provocando uma gargalhada geral:
- Sou eu, sou eu !
De: Júlio Silva - Futebol e Celebridades em 3D
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