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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

As 'mamas' do Sr. Doutor

Todos os hospitais têm médicos dedicados a uma parte do corpo em especial. Há o médico dos “ossos”, o médico do “coração”, o médico da “cabeça”, o médico do “rins”, o médico das “mamas”, etc.

O hospital onde trabalha a minha prima não é excepção. Ela é precisamente a secretária do médico das mamas. Calhou.

Também é sabido que os médicos são muitas vezes procurados pelos delegados de propaganda médica para tentar divulgar junto deles os novos medicamentos produzidos pelos laboratórios que representam.

Um certo dia, entrou um destes delegados no secretariado onde trabalha a minha prima e perguntou pelo Dr. Valter, o tal médico das mamas. Como foi informado que o médico estava nesse momento no bloco operatório, o delegado que estava com pressa para falar com outro médico, deixou um folheto explicativo de um certo medicamento à minha prima, salientando a importância que este remédio tinha nas doenças que o Dr. Valter tratava.

Quando o Dr. Valter regressou ao secretariado a minha prima deu-lhe todos os recados que tinha para ele e quase se ia esquecendo da visita do delegado de propaganda médica:

- Ah, ia-me esquecendo Senhor Doutor, esteve aqui um delegado de propaganda médica que deixou um prospecto de um medicamento que parece que é muito bom para as mamas do Senhor Doutor!

Por: Portal Ilha Terceira Net
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

O quintal do Sr. Doutor

Um dos meus primos mais velhos formou-se em Medicina em Coimbra. Quando pode abrir consultório na sua terra natal usou para isso uma sala da casa dos seus pais. Como bem sabemos, nas terras pequenas quando alguém tem o curso de médico, como o meu primo tinha, passa-se de simples ser humano a uma espécie de Deus e até os próprios familiares os tratam com certa cerimónia quanto mais os vizinhos e conhecidos.

Com a fama a aumentar aumentava também o número de pacientes que vinham à consulta do Sr. Doutor. Estes aguardavam pacientemente sentados nas escadas da entrada da casa e muitas vezes, quando não havia mais lugar, sentados nos muros e em alguns assentos improvisados no próprio quintal da casa.

Certo dia de consulta em que o movimento era muito, estava no quintal uma mãe que trazia o seu filho pequeno para a consulta. O rapaz farto de esperar e de estar quieto, libertou-se da mãe e começou a correr pelo quintal sob o olhar dos outros pacientes. A mãe embaraçada põe-se logo de pé, arrasta-o pela orelha e diz-lhe de olhos bem arregalados:

- Já te disse que não se corre no quintal do Sr. Doutor!



De: Júlio Silva - Futebol e Celebridades em 3D
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